“Não podemos ter a pretensão de dizer qualquer coisa aos outros enquanto nós mesmos não tomamos decisões, não fazemos reflexões e as tentamos aplicar. Depois, é uma questão de método.
Quando somos jovens, tentamos existir, ser amados, sobreviver, fazer tudo.
Pode-se mesmo dizer que os jovens tem o direito e o dever do egoísmo.
A partir do momento em que o ego se acalma, que a conta bancária está em dia e nos encontramos em uma posição relativamente confortável, há um momento de equilíbrio em que ainda se é suficientemente jovem, com uma força de proposição e talvez, de subversão, mas também suficientemente experimentado para ter essa tomada de consciência que permite o encontro da razão.”
“… quando trabalhamos honestamente somos forçados a aumentar a perspectiva, o ângulo de visão. Fazemos uma escolha. Trabalhamos ou com o objetivo de ganhar dinheiro- e há profissões hoje somente para isso- ou com uma certa idéia de generosidade, de que devemos merecer nosso lugar sobre a Terra, merecer nossa inscrição na sociedade, na civilização, na espécie.
Ninguém é obrigado a ser um gênio, a mover montanhas, como Einstein, mas todo mundo é obrigado a participar. Não há nunca grão de areia pequeno demais. A beleza já é participar. Há pessoas que não participam. Há pessoas que participam em proveito próprio, sem nenhuma idéia comunitária.”
…”Temos de fazer as pessoas se interessarem…há múltiplas maneiras de contribuir.”
…”nossa espécie tem uma espécie de amnésia. Nós, os super-macacos que somos, estamos vivendo um momento bastante interessante mas esquecemos de nos perguntar porque seguimos nesse ritmo e para onde ele nos leva. Este é o único tema interessante de conversação que deveríamos ter, em vez de falar do ultimo carro, da ultima televisão, do ultimo vestido ou do que quer que seja. “
Trecho da entrevista de Phillip Stark, no livro “ENTRE ASPAS- diálogos contemporâneos” de Fernando Eichenberg e extraído do blog http://bloglog.globo.com/reginaduarte